Catedra

Nas últimas décadas do século XIX, a "batalha das estéticas" preocupou três escritores irlandeses - George Moore, Oscar Wilde e W.B. Yeats. Em seus esnaios críticos e documentos do eu, eles refletem sobre as dificuldades da escolha de um método para representar a vida nas artes e na literatura. O livro contém textos completos ou trechos, em português que mostram o diálogo entre as diferentes posições críticas em relação aos chamados '-ismos'. O Posfácio inclui um texto criativo de cada um dos escritores-críticos com o fim de ilustra as ideias dos ensaios, e leva o leitor a um conto de James Joyce que realizou a síntese das diferentes estéticas do século XIX e início do XX.

 "Numa hora de encantamento e de estranho esplendor, quando os últimos tons e belezas da literatura romântica permaneciam no entardecer, que surgiu o Realismo, num imenso fulgor de cores e luz sem fronteiras, e quando apareceram no palor mortal do zênite, como uma bandeira branca oscilando levemente, os Simbolistas e os Decadentes. Jamais existiria tão inesperado fluxo e confluxo do desejo artístico, tal aspiração na alma humana, tanta paixão desenfreada,tanta lânguida febre, tanto eretismo cerebral. O troar e a poeira da batalha diáriados Realistas continuava no esplêndor do pôr-do-sol; as armas dos românticos faíscavam; e os pálidos e os espirituais Simbolistas, cuja presença ninguém ainda havia percebido, a tudo assistiam e esperavam" (Confession of a Young Man, de George Moore)

Capa: Reprodução de um desenho de Aubrey Beardsley, que ilustra a simultaneidade e o embate entre o tema The Rape of the Lock (1712), de Alexander Pope, com uma nova maneira de representação do mundo imaginada por Beardsley em 1896. The Batle of the Beaux and the Belles (A Batalha entre os Janotas e as Beldades) é uma sátira neoclássica vista por um artista do fim do século XIX.

Munira H. Mutran. A Batalha das Estéticas. São Paulo: Humanitas, 2015.

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